sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

3.º - Comunicação de Massa/Escola Paralela


Comunicação de Massa

Este é o momento da ampliação.

Esta ampliação só foi possível, graças ao aparecimento dos media que permitiram a passagem para a comunicação de massa. O homem vai conseguir reproduzir e difundir as suas mensagens de forma quase instantânea para todo o lado, aumentando assim o número de recepetores.

A comunicação de massa inicia-se em 1440, com a criação da imprensa por parte de Gutenberg, sobretudo a tipografia porque inventou os cárteres móveis, reutilizáveis, com os quais podia regravar cada uma das letras de cada palavra em papel.

O livro sucede ao manuscrito como primeiro medium de massa nascido da impressão. Os primeiros livros constituíam verdadeiras sínteses scriptovisuais – pela impressão dos textos em tipografia e pela integração de iluminuras e ilustrações.

Com o crescimento da impressão acabaria por surgir o jornal, que se tornaria progressivamente diferente do livro. A imprensa escrita actual é um médium muito diferente da edição sendo considerado mais um médium de difusão do que ampliação.

O segundo médium de massa (cinema) surge com o animatógrafo dos irmãos Lumiére (1895) que permitiu a realização de espectáculos visuais. Mais tarde, próximo do ano 1930 o cinema torna-se um espectáculo audio-visual com a sincronização do som e da imagem. O cinema é um medium de ampliação, pois as películas podem ser copiadas e transportadas para qualquer permitindo a apresentação simultânea.

A invenção da rádio tornou possível a difusão para longe de mensagens «captáveis» quase instantaneamente por milhões de indivíduos, equipados com postos receptores. A rádio é considerada o primeiro sistema de telecomunicação de massas. Este medium utiliza a mensagem sonora que acaba por vencer o espaço sob a forma de ondas sonoras.

Mais tarde, aparece um novo medium da comunicação de massa, a televisão que alia a mensagem sonora à visual. A televisão acabaria por chegar a todas as casas.

A comunicação de massa só foi possível graças ao aparecimento dos mass media, que se repartem em duas categorias: os mass media baseados na difusão (imprensa escrita, cinema, rádio e televisão) e os mass media baseados na edição (o livro, o disco, o cartaz, etc.)

Escola Paralela

Antes do aparecimento dos grandes mass média, as crianças aprendiam mais coisas na escola do que no seio familiar e social. Com os mass média as crianças ficam sujeitas a um conjunto de estímulos afectivos e intelectuais, acabando por reter conhecimento fora da escola.

Assim, a presença incontestável dos mass media leva à institualização da escola paralela, que gerou três movimentos diferentes sobre a sua relação com a escola: de substituição, de concorrência e de complementaridade.

O primeiro movimento - substituição (Ivan Illich) – defende uma sociedade sem escola, onde cada homem teria a possibilidade de aceder livremente aos conhecimentos através dos media, ou objectos educacionais. O segundo movimento – concorrência (Louis Porcher) – defende que a concorrência entre a escola e a escola paralela (media) está relacionada com a imobilidade da escola face aos avanços da escola paralela e da capacidade de difusão dos novos media, e à sua dificuldade em acompanhar esses mesmos avanços. O terceiro movimento – complementaridade (La Borderie) – considera que o termo escola paralela é lamentável, uma vez que promove uma divisão entre escola intra-muros e escola extra-muros, quando efectivamente não terá de ser necessariamente nesta perspectiva. A escola deve ser encarada numa perspectiva de educação permanente, isto é, em função dos vários processos de aprendizagem a que cada indivíduo está sujeito, seja por parte da família, do meio ambiente ou dos media. A escola será um espaço complementar de encontro das diferentes formas de interpretar o mundo.

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